Pesquisadores desenvolveram um “concreto vivo” que produz musgo, líquenes e fungos que podem transformar edifícios da cidade em purificadores de ar gigantes
Pesquisadores espanhóis desenvolveram um concreto poroso e ácido que age quase como solo para musgos, líquenes, fungos e outras vegetações tolerantes à seca.
Eles estão usando o material para construir protótipos de prédios de escritórios capazes de sugar mais CO2 e poluição do ar do que milhares de árvores , enquanto emitem oxigênio fresco para respirarmos.
De acordo com os pesquisadores, a incorporação dos microrganismos no próprio concreto oferece vantagens ornamentais, térmicas e ambientais em relação a outras técnicas de arquitetura verde.
“A inovação deste novo concreto é que ele se comporta como um suporte para o crescimento biológico natural e o desenvolvimento de certos organismos biológicos, particularmente certas famílias de algas, fungos, líquens e musgos,” afirmam Antonio Aguado e seus colegas da Universidade de Granada.
A ideia é que as fachadas construídas com o novo material também mostrem uma evolução temporal por descoloração, dependendo da estação do ano, bem como da família de organismos predominantes. Com esta técnica podemos evitar o uso de outras vegetações, para evitar que as raízes estraguem a construção”, concluem.
Um banco de musgo crescendo em Londres sozinho faz o trabalho de 275 árvores, imagina o que um prédio inteiro, coberto de musgo, pode fazer.
Isso é uma boa notícia para cidades populosas que, infelizmente, não têm espaço para grandes arvoredos.
A ideia de jardins verticais ou “ paredes verdes ” está na moda há algumas décadas, mas elas existem apenas em cerca de 60 edifícios ao redor do mundo até agora porque uma engenharia estrutural complicada é necessária para conectar as plantas e o solo ao edifício.
É composto por três camadas. A camada mais interna é uma impermeabilizante do edifício por baixo dela, protegendo contra danos por umidade. O meio é a camada biológica absorvente de água, que suporta a colonização de organismos como musgo, líquen e fungos. E a camada externa é um revestimento com impermeabilização reversa que permite que a água entre, mas não saia.
A vegetação também isola o prédio, ajudando a regular as temperaturas internas e reduzindo ainda mais as emissões de ar-condicionado e aquecedores.
Para viabilizar o projeto, a equipe desenvolveu uma técnica para o crescimento acelerado dos microrganismos a partir de materiais à base de cimento.
O primeiro protótipo usa um derivado carbonatado do cimento Portland tradicional, de forma a obter um pH em torno de 8. O segundo protótipo usa um cimento de fosfato de magnésio, um aglomerante que é ligeiramente ácido, dispensando tratamento para redução do pH.
Para garantir a colonização do material pelos microrganismos, os pesquisadores também ajustaram a porosidade e a rugosidade do concreto. O processo foi patenteado, mas os pesquisadores trabalham no sentido de acelerar ainda mais o crescimento dos líquens, pois o objetivo é que a fachada verde fique realmente atraente em no máximo um ano depois do término da construção.
Quem já esteve diante de complicações graves em sua própria saúde, de amigos ou de…
Por Nara Rúbia Ribeiro A cada dia, constatamos um aumento significativo de ações judiciais referentes…
Good American has emerged as one of the most influential denim brands of the modern…
A Arábia Saudita, um país fascinante no Oriente Médio, está se abrindo cada vez mais…
A Turquia é um destino que desperta a curiosidade de viajantes do mundo todo. Com…
Situado a noroeste do Egito, o Siwa não é apenas um oásis encantador no coração…